Os alimentos têm suas virtudes e seus inconvenientes, estes últimos devido, freqüentemente, ao excesso. Cada indivíduo reage de modo diferente, de acordo com a idade, o sexo, o estado de saúde e o estilo de vida.
CAFÉ:
- Benefício: Segundo estudos recentes, grandes consumidores de café correm menos riscos de ter cálculos
biliares.
- Malefício: Por ser adstringente, aumenta o risco de osteoporose nas mulheres.
PEIXE:
- Benefício: O óleo de peixe estabiliza o ritmo cardíaco e fluidifica o sangue, reduzindo o risco de infarto.
- Malefício: A maior fluidez do sangue aumenta o risco de hemorragia, eventualmente , de hemorragia cerebral.
VINHO, CERVEJA:
- Benefício: Vinho moderadamente tem efeito cardio-protetor. A cerveja é menos eficaz.
- Malefício: Vinho, cerveja, destilados em geral, consumidos em excesso provocam doenças, entre elas a mais
grave, a cirrose do fígado.
CARNE VERMELHA:
- Benefício: Como contém ferro, previne anemia.
- Malefício: Se contiver muita gordura, aumenta o risco de câncer e de infarto.
FÍGADO:
- Benefício: A vitamina A contida no fígado é importante para a saúde ocular.
- Malefício: Mulheres grávidas devem consumi-lo moderadamente. A hipervitaminose pode provocar más formações
fetais.
CHOCOLATE:
- Benefício: Contém substâncias fitoquímicas capazes de diminuir o risco de câncer e de acidente
cardiovascular.
- Malefício: Se contiver muita gordura e pouco cacau, pode ser nocivo para o coração e para a circulação.
LEITE:
- Benefício: Fonte de cálcio e de vitamina D, o leite é importante para os ossos e para a dentição.
- Malefício: Contém ácido graxo saturados que aumentam o risco de infarto.
GORDURAS:
- Benefício: Certos ácidos graxos polissaturados são necessários para o desenvolvimento cerebral e ocular.
- Malefício: O abuso de gorduras pode provocar acidentes cardiovasculares, câncer e obesidade.
Fonte: Latin Med
Dra. Viviani Ruffo de Oliveira
A soja vem sendo utilizada atualmente como alimento humano, devido ao seu elevado teor protéico e também por possuir em sua composição compostos como as isoflavonas. As isoflavonas são fitoestrógenos (hormônios vegetais) que estão amplamente distribuídas no reino vegetal, principalmente entre as leguminosas.
Os teores de isoflavonas e suas diferentes formas (genisteína, daidzeína e liciteína), variam de acordo com as condições climáticas e de cultivar da soja. Suas concentrações são determinadas geneticamente e são afetadas por fatores ambientais e pela temperatura.
Evidências científicas vêm demonstrando que as isoflavonas podem trazer benefícios no controle de doenças como câncer, diabetes, osteoporose, doenças cardiovasculares, no tratamento da doença de Alzheimer, nos sintomas da tensão pré-menstrual e da menopausa.
Estudos experimentais e epidemiológicos têm demonstrando grandes benefícios à saúde humana, conseguidos através de uma alimentação com esta rica eguminosa, que já foi chamada de grão mágico.
Acredita-se que a soja tenha atingido o ocidente por volta do século XVI, porém somente no ano de 1882 se tem referência sobre a soja no Brasil, sendo o relato de seu primeiro cultivo no Estado da Bahia, mas o aumento de sua utilização apenas aconteceu nos anos 70, com o interesse crescente da indústria de óleo e a demanda do mercado internacional.
Sua composição nutricional a torna um alimento altamente nutritivo: 35 a 45 % de proteína, 25 a 30% de materiais feculentos, 18 a 20 % de lipídios, 5% de minerais e 10% de água. Vale ressaltar que nela são encontrados aminoácidos semelhantes aos de origem animal, como: arginina, cistina, histidina, isoleucina, leucina, lisina,
metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina.
Inicialmente a soja era apenas utilizada como alimento animal, porém atualmente esta leguminosa vem sendo mais utilizada na alimentação humana, devido ao seu elevado teor protéico e também por possuir em sua composição compostos polifenólicos como as isoflavonas.
Este artigo apresenta várias pesquisas realizadas com isoflavonas.
Fonte: http://www.nutricaoempauta.com.br/
SOJA – Descrição
A Soja (Glycine Max) é uma planta da família das leguminosas, nativa do leste asiático. Esta leguminosa tem sido uma importante fonte de proteína para milhares de pessoas no Oriente durante milhares de anos. O potencial da soja com alimento funcional já está bem estabelecido desde o início da década de 90. Além da alta qualidade protéica e das fibras sabe-se que a soja apresenta uma ação preventiva e/ou terapêutica em uma série de doenças.
O extrato concentrado de isoflavonas
O extrato concentrado de isoflavonas da soja é obtido a partir do grão de soja através de um processo de separação e concentração das isoflavonas contidas naturalmente na soja, resultando em uma concentração superior das formas ativas, o que garante um teor adequado para que se obtenha a atividade desejada.
Benefícios do extrato concentrado de isoflavonas
O extrato de isoflavonas da soja possui ação estrogênica moderada, atuando na prevenção de alguns tipos de câncer e doenças cardiovasculares, reduz o colesterol, auxilia na prevenção da osteoporose e alivia os desagradáveis sintomas da menopausa. Além disso, alguns dos seus componentes atuam como potentes antioxidantes que combatem os radicais livres no organismo. Pesquisas realizadas no Japão, Estados Unidos e Europa mostram que a ingestão diária de isoflavonas da soja (aproximadamente 40/50 mg) pode reduzir os riscos de câncer de mama e próstata em até 50%.
Pesquisas
Nos últimos anos, a soja e seus constituintes têm atraído bastante a atenção da comunidade científica e de especialistas da área de saúde, principalmente pelo fato de dados de estudos epidemiológicos realizados com populações asiáticas, que consumem soja com freqüência, mostrarem baixas taxas de ocorrência de certos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama, próstata e cólon, despertando o interesse na soja como sendo o principal fator que contribui para esse quadro. Numerosos estudos epidemiológicos, estudos clínicos com humanos, com animais e laboratoriais (In vitro) tem demonstrado que as isoflavonas da soja possuem atividades quimiopreventivas eficazes para alguns tipos de câncer. Algumas evidências também apontam para benefícios das isoflavonas na prevenção de doenças cardiovasculares e na atuação sobre a inibição do fator de agregação plaquetária. Esses compostos atuam ainda elevando o colesterol HDL e reduzindo os triglicerídeos e o colesterol total.
* Dr. Alexandre C. Craveiro
Doutor em Química Orgânica.
AS ISOFLAVONAS DA SOJA
As isoflavonas são compostos que possuem uma estrutura muito similar aos hormônios naturais femininos e possuem atividades estrogênica e anti-estrogênica competindo no organismo com estrógenos de ocorrência natural
mais potentes (hormônio sexual estradiol) através de ligação com receptores de estrógeno. Este fato apresenta importantes implicações na redução do risco de câncer de mama. Em estudos epidemiológicos realizados com populações do sudeste da Ásia, as evidências indicam que as mulheres que consomem altas quantidades de soja (10-50 gramas/dia) apresentam de 4 a 6 vezes redução no risco de câncer de mama quando comparadas com mulheres americanas que normalmente ingerem quantidades desprezíveis deste legume (1-3 gramas/dia).
Acredita-se que as isoflavonas presentes na soja sejam as responsáveis por grande parte dos benefícios atribuídos ao consumo de produtos à base de soja, principalmente três isoflavonas denominadas Genisteína, Daidzeína e Gliceteína, que agem como fitoestrógenos (hormônios vegetais) na soja, das quais as duas primeiras são predominantes. A soja contém ainda Genistina e Daidzina, que são isoflavonas ligadas a moléculas de açúcar.
Durante a digestão, as bactérias intestinais quebram as ligações entre as isoflavonas e os açúcares, liberando mais Genisteína e Daidzeína no organismo. Os pesquisadores sugerem que as isoflavonas da soja atuam através de quatro mecanismos distintos: como estrógenos fracos; como inibidores da atividade de enzimas cancerígenas; como antioxidantes e como estimuladores do sistema imunológico.
Muitos tumores, especialmente em câncer de mama, são sensíveis aos níveis de estrógeno de modo que o crescimento do tumor é estimulado em resposta ao acoplamento da molécula de estrógeno nos sítios receptores celulares. O Tamoxifen, uma droga utilizada no tratamento de câncer de mama, é similar às isoflavonas na estrutura química e na ação. Estudos experimentais em animais e células cancerosas in vitro demonstraram que a Genisteína e a Daidzeína são extremamente eficientes na inibição de tumores mamários. As isoflavonas atuam não somente ocupando os receptores de estrógenos, mas por outros mecanismos ainda não entendidos. Pesquisadores da área entendem que a atividade anti-câncer das isoflavonas da soja pode não estar limitada a tumores dependentes dos níveis de estrógeno.
Fonte: http://www.polymar.com.br/saude/s_isoflavonas.php
