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GLUTEOPLASTIA: CONTORNO, VOLUME E SEGURANÇA NA MEDIDA CERTA by editorfique10
junho 18, 2010, 4:10 pm
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Implante de silicone na região dos glúteos vira febre entre mulheres e homens, diz pesquisa IBOPE

Apesar de terem sido criados nos anos 60 para cirurgias reparadoras, hoje os implantes de silicone têm sido cada vez mais procurados para cirurgias estéticas. Tanto é que, segundo pesquisa IBOPE, encomendada pela coordenação do XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, e que acaba de ser divulgada, no ano de 2009 foram realizadas no Brasil 645.464 cirurgias plásticas, sendo 443.145 cirurgias estéticas (69%).

Dentro das cirurgias que utilizaram próteses de silicone (quase 159 mil), 156.918 foram em mulheres, das quais 5%, ou 7.771, corresponderam à gluteoplastia, que é recomendada para casos de assimetria, hipotrofia e flacidez dos glúteos com aumento e remodelagem das nádegas. Já no que diz respeito ao sexo masculino, acredite: do total de 1.793 homens que colocaram silicone no ano passado, 18% das cirurgias – 320 – também eram de glúteos.

Não é à toa que de acordo com dados da Silimed, única fabricante de implantes de silicone da América Latina, que exporta suas próteses para mais de 60 países, entre eles EUA, Alemanha e Japão, de 2008 para 2009 a procura pelas próteses de glúteo aumentou em 23%, sendo que o Estado de São Paulo é responsável por 33% das vendas, seguido pelo Rio de Janeiro (14%), Goiás (9%), Paraná (8%), Distrito Federal (7%) e Minas Gerais (7%). O tamanho de prótese mais procurado é o de 300 ml, que representa 25% das vendas; o segundo mais requisitado, o de 270 ml, equivale a 23%; e o terceiro colocado é o de 240 ml, que corresponde a marca de 13% das vendas da empresa.

Existem atualmente duas opções de próteses para o glúteo: lisa redonda e quartzo oval. Esta última, lançada recentemente, tem um desenho adequado ao padrão brasileiro. O implante é preenchido com gel de silicone exclusivo capaz de moldar o corpo com eficiência, naturalidade e segurança.

No que diz respeito à cirurgia, existem diversas técnicas, porém a mais utilizada é a que é feita através de uma incisão entre os glúteos com cerca de 5 cm. A partir deste corte a prótese é colocada dentro do músculo, pois ele a protege e possibilita um resultado mais natural. “O pós-operatório exige repouso nas primeiras 24 horas. É possível caminhar já no dia seguinte e retornar ao trabalho após dez dias. Quanto à cicatriz é praticamente invisível”, afirma o cirurgião plástico Raul Gonzalez (SP), membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e um dos pioneiros em gluteoplastia.

Nos consultórios médicos, a principal dúvida dos pacientes que pretendem aderir ao procedimento é em relação ao possível incômodo na hora de sentar. Segundo Gonzalez, nos primeiros dez dias de pós-operatório a pessoa deve dormir em decúbito lateral, mas já pode sentar no dia seguinte a cirurgia. As atividades normais costumam ser retomadas 10 dias após a cirurgia, podendo inclusive voltar a dirigir. Ginástica e academia devem esperar dois meses.

O implante no glúteo sozinho, no entanto, não é o suficiente para obter excelentes resultados. “Para ficar satisfeita com a cirurgia, é importantíssimo que a paciente conheça bem o cirurgião plástico, saiba se ele é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, faça todos os exames pré-operatórios solicitados pelo médico, nunca opere em consultório ou clínicas sem condições de dar suporte integral a vida e siga as recomendações no pós-operatório”, complementa Fernando Serra, cirurgião plástico do Rio de Janeiro.

Divulgação:

Yuri Antigo – Rojas Comunicação

(11) 3675-4940 / 3873-6261



MITOS E VERDADES DA VACINA CONTRA A GRIPE H1N1 by editorfique10
junho 10, 2010, 8:35 am
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Basta o inverno se aproximar e as preocupações com a gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, estão de volta. A vacinação contra o vírus, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), teve seu início no dia 8 de março e se estenderá até 21 de maio. Tendo em vista essa campanha, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas, sendo que a meta é imunizar pelo menos 80% da população. Por isso, é importante manter-se esclarecido sobre o assunto para aprender a identificar os estados gripais e sintomas deste vírus, assim como desvendar os mitos e controlar o medo que a doença vem provocando. Para esclarecer essas dúvidas, consultamos a infectologista Raquel Muarrek Garcia, do Hospital Leforte (SP), do Grupo Saúde Bandeirantes. Confira:

“Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos do resfriado”.

MITO. Em primeiro lugar, gripe é diferente de resfriado. A gripe é mais forte, geralmente infecta as vias aéreas (garganta, pulmões e nariz) e dura mais tempo. Sabe aquela sensação de que um caminhão passou pelo corpo? É o que caracteriza os sintomas da gripe que consistem em febre alta, indisposição, dor de cabeça, calafrios, coriza, fadiga, mal estar e até náusea, diarréia e vômito. É preciso ficar atento, porque a influenza A apresenta esses mesmos sintomas, porém com maior intensidade.

“Depois de adquirido uma vez o H1N1 a pessoa fica imune ao vírus”.

VERDADE. Uma vez infectada pela gripe suína, a pessoa fica imune ao vírus, não sendo contaminada mais uma vez, a não ser que o mesmo passe por mutações, gerando uma segunda onda de contágio.

“Quem teve a gripe pandêmica e teve confirmação laboratorial deve tomar a vacina.”
VERDADE. Quando uma pessoa é infectada pelo vírus influenza A, adquire imunidade para aquele subtipo específico de vírus que a infectou. Assim, quem já teve a gripe pandêmica comprovadamente (com diagnóstico laboratorial positivo), em princípio, está imune, embora haja registro de alguns casos que desenvolveram uma segunda infecção. A duração da imunidade pode variar de pessoa para pessoa, mas no caso desse vírus sofrer mutação, um novo contágio poderá ocorrer.  Se a pessoa pertencer a um dos grupos prioritários, deve ser vacinada, pois a maioria das pessoas que teve gripe nesse período não teve comprovação laboratorial.

“Comer carne de porco ou derivados também pode ser uma forma de contágio da gripe H1N1, por isso deve-se evitar esse tipo de alimento em época de surto do vírus”.

MITO. Apesar da doença começar o seu ciclo de vida no porco, o contagio se dá da mesma forma que uma gripe comum, ou seja, através de secreções respiratórias, como gotículas de saliva ao falar, espirrar ou tossir. Portanto, não há perigo em comer carne de porco e nem seus derivados. “Para a sua segurança, algumas medidas preventivas podem ser adotadas: evitar o contato íntimo com pessoas que apresentem sintomas como febre, tosse e coriza; manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes; dormir no mínimo 8 horas por dia; realizar atividades físicas; e lavar as mãos com frequência”, afirma Raquel.

“A gripe causada pelo vírus H1N1 tem maior incidência no inverno”.

VERDADE, embora os casos de gripe suína possam ocorrer em qualquer época do ano. As baixas temperaturas e o clima seco podem ser fatores determinantes para elevar o número de pessoas contaminadas com o vírus da gripe H1N1. Sem contar que no outono-inverno as pessoas costumam a se aglomerar mais. “A umidade da época ainda permite que o vírus se mantenha em suspensão no ar, resistindo por mais tempo no ambiente”, diz a infectologista.

“Pessoas obesas correm maior risco ao contrair o vírus H1N1”.

VERDADE. O excesso de peso na região do abdome comprime o pulmão, agrava a doença e as condições de risco. Porém, não são apenas os obesos que estão neste grupo de risco; em pesquisa realizada na Califórnia constatou-se que 2/3 das pessoas que adquiriram o vírus tinham doenças crônicas, como diabetes, asma, imunodeficiência, problema cardíaco e obstrução pulmonar.

“Não existem medicamentos disponíveis para tratar a gripe H1N1”.

MITO. Existem medicamentos, no Brasil, como o Tamiflu (Oseltamivir) e o Zanamivir (para resistência), que já entraram no protocolo de manejo clínico de síndrome respiratória aguda grave instituído, o  que é eficaz para o tratamento da doença, diminuindo seu quadro infeccioso.

“Uma das formas de prevenção contra a gripe suína é a vacinação, que pode ser feita em qualquer pessoa”.

VERDADE. Qualquer pessoa a partir dos 6 meses de idade não só pode, como deve se vacinar contra o vírus. Porém, a dosagem varia de acordo com a idade. No caso de crianças de 6 meses a 9 anos, recomenda-se para a proteção contra o H1N1 duas doses com o intervalo de pelo menos 3 semanas. Gestantes têm mais propensão a adquirir o vírus, portanto, também devem se vacinar em qualquer idade gestacional e até o final da campanha.

“O mercúrio ou timerosal, presente nas vacinas, pode causar problemas graves”.

MITO. A quantidade de mercúrio presente na dose é muito pequena – 25 microgramas por dose de 0,5ml – e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente. O mercúrio, inclusive, é utilizado para impedir o crescimento de micróbios também em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Coqueluche, Meningite e Tétano e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Sarampo e Rubéola. “É importante ressaltar que o mercúrio é eliminado pelo organismo rapidamente, de maneira que não há acumulo em função de repetidas injeções que o contenha. Portanto, as vacinas com esse tipo de substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo”, complementa Raquel.

“A pessoa que tomar a vacina fica imunizada contra o vírus H1N1 para sempre”.

MITO. Segundo o Ministério da Saúde, a duração da imunidade varia de pessoa para pessoa. Além disso, a imunidade depende da força do vírus, da sua capacidade de sofrer mutação e se uma nova onda de casos ocorrer. Em algum desses casos, faz-se necessária outra imunização (no ano seguinte, por exemplo), com vacina produzida para combater a nova versão do vírus da gripe H1N1.

“A vacina produz efeitos colaterais extremamente fortes”.

MITO. São raros os casos em que a pessoa apresenta algum efeito colateral. Quando há esse tipo de manifestação, que não perdura por mais de 48 horas, é possível que a pessoa sinta dor no local da aplicação, febre baixa e dor muscular. “Só precisam ter cautela e evitar a vacina pessoas que têm alergia a ovo, já que ele é usado no processo de fabricação do produto”, finaliza a infectologista do Hospital Leforte, localizado no bairro do Morumbi, na capital paulista.



Saiba como prevenir, identificar e tratar a Hipertensão, uma doença que afeta 17 milhões de brasileiros by editorfique10
maio 26, 2010, 4:16 pm
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Segundo pesquisas do Ministério da Saúde e dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, mais de 17 milhões de brasileiros são hipertensos. A porcentagem da doença aumentou em todas as faixas etárias, já que atualmente, 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem do problema, 14% da população de até 34 anos é atingida, O índice salta para 34,5%, dos 45 aos 54, e para 50,4%, dos 55 aos 64 anos.  Ainda constatou-se que a ocorrência de hipertensão é mais comum no sexo feminino (27,2%) do que no masculino (21,2%).

Dessa forma, grande parte da população (24,4%) é portadora desta doença, que é responsável por 80% dos AVCs (acidentes vasculares cerebrais), 40% dos infartos e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. Apesar desses indicadores, apenas 23% dos hipertensos controlam corretamente a doença.

Mas afinal, o que é a hipertensão? A doença é resultado da alta pressão que o sangue exerce para se movimentar nas artérias. Quando atinge um valor igual ou maior que 140/90 mmHg – ou 14 por 9 – , é necessário cuidado,  porque se não controlada a hipertensão pode acarretar infarto, derrame, insuficiência cardíaca, cegueira, falência dos rins, edema agudo pelo acúmulo de sangue no pulmão, crescimento do coração (miocardiopatia dilatada hipertensiva) e angina (dor no peito).

São sintomas da hipertensão dor de cabeça na região da nuca, visão turva, sensação de cansaço, tontura, sangramento no nariz, náusea e vômito, que geralmente aparecem quando o caso está mais avançado, tornando imprescindível que tanto as mulheres quanto os homens façam sempre um check-up, que inclui uma avaliação clínica para detectar a doença.

Embora a hipertensão seja uma doença muitas vezes silenciosa, existem fatores de risco gritantes que devem ser levados em consideração para ficar em alerta sobre este problema, entre eles estão o histórico da doença na família, ingestão de grande quantidade de bebida alcoólica, tabagismo, dislipidemia (excesso de gordura no sangue), obesidade, vida sedentária, estresse e alimentação com excesso de sal. “Pessoas que têm pressão alta precisam visitar o cardiologista pelo menos a cada seis meses. Já as que tem pressão de até 12 por 8, considerada normal, devem ir ao cardiologista uma vez por ano. As crianças também precisam ter sua pressão acompanhada pelo pediatra. Vale lembrar também que 90% dos indivíduos com mais de 55 anos podem desenvolver hipertensão, mesmo aqueles que nunca tiveram pressão alta”, alerta o cardiologista Hélio Castello, responsável pela área de hemodinâmica dos Hospitais Bandeirantes e Leforte, ambos do Grupo Saúde Bandeirantes, em São Paulo.

Após o diagnóstico da doença, se o caso for considerado leve, o tratamento resume-se em uma alimentação balanceada, exercícios físicos e redução de sal. No entanto, se o problema for classificado como avançado, são receitados remédios vasodilatadores ou que inibam a vasoconstrição. “É imprescindível que paciente não interrompa o tratamento, siga as orientações do médico e tome as medicações corretamente”, afirma Hélio.



DANI BOLINA – ELEITA UMA DAS 100 MAIS DA REVISTA VIP by editorfique10
Dani Bolina

Dani Bolina

Eleita uma das 100 mais sexys pela Revista VIP, a panicat Dani Bolina começou como modelo em Porto Alegre e há 5 anos está no programa humorístico Pânico na TV, da RedeTV. A beldade nos falou um pouco sobre o início de sua carreira, sobre o Pânico e também  os truques para manter a beleza. Confira a entrevista:

1 – Você começou sua carreira como modelo em Porto Alegre. Como surgiu o convite para o Pânico na TV?Vim para São Paulo pois as oportunidades aqui são melhores que em Porto Alegre, daí participei de vários eventos. Em um deles conheci o Bolinha, produtor do Pânico e recebi o convite para participar do programa como panicat, onde estou até hoje.

2 – Você já ficou entre as 50 primeiras na lista das 100 + Sexys da revista VIP. Quantas vezes por semana você malha para manter o corpão?
Malho 3x por semana, sempre com a ajuda do meu personal trainer Rogério Sthanke

3 – Além da malhação, você faz com frequência algum tratamento para pele?
Faço sim. Atualmente tenho algumas seções de limpeza de pele com o Dr. Claudio Mutti, da Clínica Visia. Faço também alguns outros retoques pelo corpo. Vaidade feminina…

4 – Nesses cinco anos de Pânico na TV, quais foram as situações mais saia-justa que você passou?
Ah não sei dizer ao certo, foram tantas! rsrs. No quadro do delivery a gente recebia muita cantada, mas sempre soube sair bem. Tem também os atrasos em gravações que sempre acontecem… Teve a do José Toalha… aquela foi difícil. Eu e as meninas tomamos uma toalhada do Zé… Aquilo dói muito…rsrs

5 – O que você considera mais nota 10 em viver em São Paulo?
Gosto das pessoas daqui, o ambiente sempre corrido de negócios. São Paulo é a terra da oportunidade. Aqui só não se dá bem quem não quer ou tem preguiça de batalhar. Já considero SP minha segunda casa.

6 – O que não pode faltar na sua alimentação?
Como de tudo… procuro sempre manter uma alimentação equilibrada. Não tenho nenhum alimento preferido, mas tomo cuidado para não exagerar…

7 – Faz algum tipo de dieta?
Nenhuma específica. Como de tudo… Sei da importância de cada alimento para a minha saúde.

8 – Qual foi a cantada mais inusitada que você recebeu?
Recebo desde aquelas mais furadas, batidas, até algumas mais bem boladas. Só dou risada e sigo em frente, ignoro, pois sei que tudo isso é fruto do meu trabalho.

9 – Qual sua relação com as outras paniquetes e os apresentadores?
Todos nós nos damos super bem, gosto de todos lá. O Pânico é como uma família pra mim.

10 – Você tem planos para posar nua novamente?
Por enquanto não, mas estou aberta a negociações e novas ideias. Se surgir a oportunidade de novo, porque não? rs.



19 DE MAIO – DIA MUNDIAL DAS HEPATITES by editorfique10
maio 19, 2010, 3:37 pm
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Mais conhecida como Amarelão, a hepatite é atualmente uma das doenças de maior incidência no mundo. Por isso, dia 19 de maio é o dia da luta contra este problema. “Essa doença consiste na inflamação do fígado, de maneira que compromete suas funções e provoca algumas anormalidades”, afirma Paulo Abrão Ferreira, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Bandeirantes, do Grupo Saúde Bandeirantes, em São Paulo, e do ambulatório de infectologia da UNIFESP.

Entre as anormalidades, destaque para a icterícia, que é o acúmulo de bilirrubina – pigmento esverdeado usado pelo fígado para produzir bile e ajudar na digestão de gorduras e funcionamento do intestino –, o qual faz com que a pele e as mucosas fiquem amareladas. Assim, quando a pessoa está com hepatite ocorre uma dificuldade de metabolização e eliminação da bile para o intestino. Outra consequência da doença é a dificuldade na eliminação de substâncias tóxicas e na fabricação de proteínas. Além disso, a hepatite, ao longo dos anos, pode dar origem à cirrose, estágio final da inflamação no fígado que destrói as células, forma fibrose (tecido de cicatrização que não tem a função das células saudáveis), nódulos (outra tentativa frustrada do organismo para realizar as funções das células sadias) e impede que o sangue circule livremente pelo fígado.

Mas, afinal, como se adquire a hepatite? São vários fatores que podem causar a doença, o que faz com que o tratamento e as consequências variem de acordo com cada caso. “A hepatite pode ser auto-imune, no caso do sistema imunológico classificar seus próprios tecidos como estranhos, atacando-os para destruí-los; também pode ser causada por ingestão exagerada de álcool, medicamentos e drogas, visto que é no fígado que essas substâncias são processadas; ou pode ser viral (adquirida através de vírus)”, diz o infectologista.

As hepatites virais, as mais comuns, são classificadas em A, B e C. A do tipo A, conhecida como hepatite do viajante, é transmitida por via oral devido a ingestão de água e alimentos contaminados, no caso de contato com as fezes humanas, sendo comum quando o saneamento básico é precário. Para evitar a contaminação existe vacina apropriada. Quando adquirida, os sintomas começam a aparecer após cerca de 30 dias, sendo que os iniciais são mais amenos, como fadiga, o mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, febre baixa, desconforto na região do abdome e diarréia. Em 60% dos adultos e em 25% das crianças é comum a icterícia. Não é considerada uma hepatite grave e seu índice de mortalidade é muito baixo. Não há um tratamento específico, de maneira que a melhor forma de evitá-la é através da higiene e da vacinação.

Já a hepatite B é transmitida sexualmente ou via sangue (transfusão e uso de drogas ilícitas), agulhas, materiais cortantes contaminados como na colocação de piercings e no processo de realização de uma tatuagem, em tratamentos dentários, alicates de manicures e até mesmo em sessões de depilação. “A doença pode se tornar crônica em 15% dos casos, sendo que dessa porcentagem cerca de 25% a 40% podem evoluir para a cirrose”, revela Ferreira. Seus sintomas se aproximam da hepatite do tipo A e podem ser manifestados após um período de 90 dias. Como prevenção da doença recomenda-se o uso de preservativo nas relações sexuais assim como materiais cortantes e agulhas esterilizadas ou descartáveis. Também são indicadas as três doses da vacina de hepatite B e reforço a cada 10 anos.

A hepatite C, considerada pela Organização Mundial de Saúde o maior problema de saúde pública, é a responsável pela maioria dos transplantes hepáticos, já que estima-se que 3% da população mundial esteja contaminada, atingindo níveis dez vezes maiores no continente africano. Essa transmissão, que ocorre mais facilmente do que a AIDS, geralmente acontece através de acidentes profissionais, transfusão de sangue e injeção compartilhada de drogas ilícitas de pessoas que têm o sangue ou secreção contaminados pelo vírus HCV.

Diferente dos sintomas das hepatites A e B, a maioria dos casos de hepatite C não apresenta sintomas na fase aguda ou, quando eles se manifestam, são muito leves. “O alerta para a doença se faz necessário, visto que mais de 80% das pessoas contaminadas chegam a desenvolver hepatite crônica e só descobrem o problema através de exames pedidos por outros motivos”, complementa. Todos os indivíduos que já apresentaram fatores de exposição ao vírus devem solicitar ao médico que peça o exame específico para o diagnóstico, pois a doença tem um longo período sem sintomas. Em alguns casos, a doença aflora e é percebida décadas após a contaminação, através das complicações: cirrose em 20% e câncer de fígado em 20% dos casos com cirrose. Por isso, a prevenção é imprescindível e pode ser feita com o uso de materiais cortantes esterilizados ou descartáveis, pois não existe vacina para a hepatite C. “O período de incubação do vírus da hepatite C é de 45 dias. Esta doença tem tratamento com interferon peguilado e ribavirina, com chance de cura completa em cerca de 50% dos casos. Possuem melhores respostas ao tratamento os pacientes com idade inferior a 40 anos, do sexo feminino, mais magros”, finaliza o infectologista.

É fundamental a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado das hepatites para evitar complicações futuras.



OS PRÓS E OS CONTRAS DO SOL by editorfique10
março 2, 2010, 2:32 pm
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OS PRÓS E OS CONTRAS DO SOL

Viva em paz com aquele que é ao mesmo tempo amigo e inimigo da saúde

Foi dada a largada para o verão: as altas temperaturas já chegaram, as roupas estão mais curtas, as praias e clubes lotados e a escolha de onde passar as férias já está sendo feita. É hora também de pensar naquele que é ao mesmo tempo amigo e inimigo da nossa saúde, o sol. Depende apenas de nós escolher qual lado ele deve ficar.

A exposição solar desencadeia a produção de vitamina D no organismo e potencializa a absorção de cálcio e fósforo. Sendo assim, fortalece os ossos e os dentes e previne o câncer de mama, já que pesquisa realizada pelo Imperial College de Londres sugere que essa vitamina pode interromper a progressão da doença. Mas nem por isso devemos abusar. “Aquela regra básica de evitar o sol entre 10h e 16h vale cada vez mais. É fundamental também o uso de fotoprotetor com FPS acima de 20”, diz o dermatologista Agnaldo Augusto Mirandez, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor da clínica Perfetta (SP).

Pessoas com peles mais claras são mais vulneráveis à radiação solar, então os cuidados devem ser redobrados. Lembre-se sempre de aplicar o protetor solar meia hora antes da exposição, reaplicá-lo a cada 2 horas ou após suar ou mergulhar e usar roupas e acessórios – chapéus, óculos escuros e guarda-sol – para se proteger. “Essas recomendações valem também para as pessoas negras”, afirma Mirandez, que é contra os bronzeadores ou aceleradores de bronzeamento. “É melhor não usar esses produtos, evitando assim manchas, ardor e queimaduras. As opções mais seguras são os fotoprotetores/bloqueadores”, completa.

Mas como conquistar aquele belo bronzeado que todo brasileiro – em especial as mulheres – quer ter? Além de tomar sol seguindo as recomendações já citadas, a dica é usar alimentos ricos em betacaroteno, como batata doce, cenoura, abóbora, acerola, brócolis, rúcula, beterraba e mamão. No organismo o nutriente forma a vitamina A e reforça a coloração do bronze. Não há quantidade estabelecida oficialmente, mas acredita-se que o equivalente a 5 porções por dia dos alimentos citados sejam suficientes para as necessidades diárias.

Sol inimigo?

O sol pode ser, sim, inimigo da nossa saúde. Ele pode causar desde pequenos problemas – como a perda de líquido que ocasiona, por exemplo, fadiga, tontura e dor de cabeça – até os mais graves – como o câncer de pele, que atinge anualmente cerca de 115 mil pessoas no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Surgimento de herpes labial, alergias, inflamação da córnea e degeneração da retina são outros problemas causados pelo sol, além do envelhecimento precoce. “As radiações ultravioletas (UVA) estimulam a produção de radicais livres e destroem as fibras elásticas e colágenas, acelerando a perda de contorno e firmeza da pele. Sendo assim, o sol é um dos causadores das rugas e flacidez”, afirma o dermatologista.

Dicas extras:

– Os protetores em gel mostraram-se mais eficazes em estudo controlado, realizado aqui no Brasil. A seguir vêm as loções (os sprays estão nesta categoria) e, por último, os cremes;

– Lembre-se de usar protetor labial (aplicar a cada 2 horas);

– Se ocorrer queimaduras na pele, use loções hidratantes. Evite preparados com anestésicos, pois podem causar alergias. Caso a queimadura seja de grande intensidade, procure um médico;

– A combinação de sol e frutas cítricas – como limão e laranja – pode ter resultados desagradáveis, que vão de manchas na pele a queimaduras de segundo grau;

– Fique atento a alterações na pele. Detectar uma lesão maligna a tempo pode evitar problemas maiores;

– Beba 2 litros de água por dia e evite praticar exercícios intensos nos dias quentes.

Contato do especialista: www.dermatologiaperfetta.com.br



DICAS PARA FICAR EM DIA COM O MEIO AMBIENTE by editorfique10
março 2, 2010, 2:20 pm
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Em meio a catástrofes naturais – enchentes, terremotos, buracos na camada de ozônio, entre outros problemas – são discutidas em todo o mundo soluções para tentar diminuir as “agressões do homem” sofridas pela terra diariamente, que são, na maioria das vezes, os causadores dos problemas já citados. Pesquisas apontam que, na Amazônia, cerca de 12,5% de sua área original já foram devastados, o equivalente a 75.430 Maracanãs lotados. Esses números deixam explícitos a desconscientização do homem, não só com o desmatamento em si, mas todas as questões ambientais que afetam sensivelmente o ecossistema, seja ele terrestre ou aquático, comprometendo o habitat natural dos animais, o que leva a extinção de várias espécies, retarda a criação das nascentes e desvia os cursos dos rios, desestruturando a cadeia alimentar de toda a fauna.

Dentro desse contexto de conscientização ambiental, a idéia de sustentabilidade ambiental é um fator importante para atingirmos uma qualidade de vida melhor, mas para isso, é necessária a cooperação da sociedade, utilizando mecanismos que atendam as necessidades do presente, mas sem comprometer o futuro. Você sabia que algumas atitudes que tomamos no nosso dia a dia podem contribuir para um planeta melhor em relação ao meio ambiente? Abaixo, algumas dicas da gestora ambiental e diretora da revista Inove Ambiental, Cristiane Morelato, para tornar o planeta ecologicamente mais saudável:
* Reutilização do papel: Existem várias formas de se reaproveitar o papel antes da reciclagem em si. Faça bloquinhos de anotações ou agendas. Para cartolinas, papelão ou bandejas, doe em escolas. Eles utilizam para trabalhos escolares.
* Latinhas de alumínio: O tempo de biodegradação do alumínio na natureza é de 300. Por isso, reutilize o material para fazer artesanato, como porta canetas, copos que podem ser utilizados em viagens, acampamentos ou até para guardar pequenas peças, junto de suas ferramentas.
* Reaproveitamento do pneu (borracha): A borracha demora cerca de 400 anos para se decompor na natureza. “Na hora de trocar os pneus, dê preferência às empresas que fazem recauchutagem, fazendo com que o material tenha uma vida útil maior. Dê preferência ao consumo de produtos, como sandália e tênis com solado à base de borracha”, diz Cristiane.
* Restos de alimentos: Utilize os restos de alimentos para fertilização da terra, como casca de ovo ou de batata. Excelente dica para quem cultiva plantas ou tem horta em casa.
* Reaproveitamento da água: A cada banho de 15 minutos com registro meio aberto, são gastos 135 litros de água. Reduzindo o tempo para 5 minutos, o gasto cai para menos da metade.
* Materiais radioativos: Deposite pilhas e baterias em lugares autorizados, evitando, assim, o contágio do solo por materiais radioativos.
* Vá de bicicleta: Coopere com o trânsito e com o meio ambiente. “Locomover-se pela cidade com sua bike, além de contribuir com a boa qualidade do ar, ajuda a diminuir os índices de congestionamento que tanto prejudicam o país”, incentiva Cristiane.
* Produtos biodegradáveis: Dê preferência a produtos biodegradáveis, chamados de “ecologicamente corretos”. Eles têm em sua estrutura química substâncias mais simples de serem decompostas na natureza.
* Madeira legalizada: Antes de adquirir qualquer produto que contenha madeira, verifique a procedência do material para não incentivar a prática de ilegal de corte de árvores. Dê preferência aos móveis com madeiras de reflorestamento.
* Energia: Adote em sua casa um sistema de energia solar, reduzindo sua conta de luz de forma significativa. Prefira geladeiras e freezers com o selo Procel (Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica). Não guarde alimentos ainda quentes.

E MAIS:
* Escolha tintas à base de água ou silicato de potássio, que não possuem solventes.
* Nos telhados, escolha o modelo verde, no qual podem ser cultivadas algumas espécies de plantas, que ao produzirem O2, reduzem o calor no interior da casa.
* No supermercado, dê preferência às sacolas ecológicas, evitando, assim, a utilização do material de plástico que demora cerca de 100 anos para se decompor na natureza. “Sempre que puder, verifique antes de comprar qualquer produto se o fabricante contribui de alguma forma com o meio ambiente, seja através de algum projeto ou até mesmo através dos produtos que comercializa. Se cada um fizer a sua parte, podemos ter em um futuro não muito distante, um lugar melhor para se viver”, finaliza Cristiane Morelato.